Poema in-memorem dedicado a minha mão

Adeus Eterno Sua dor física Torturando meus sentimentos Em gemidos De noites curtas e enfadonhas De mais um ouvir do cantar do galo De gritos sufocados... De doloridos traumas No espírito e na alma... O desencantar se tornava mais próximo De um desencarnar a se anunciar... Entre o sofrer; sorrisos e lágrimas A despedida num leito de hospital se fez... De repente os pássaros pararam de cantar A flor de desabrochar, do perfume exalar... O galo não cantou! Tudo em silencio...! No entardecer do prenúncio De mais uma noite... Onde o amanhecer não veio... Quando a aurora não surgiu... A luz eterna se fez presente! E você foi parar na dimensão estrelar... Partiu para a imensidão de um novo destino Anjo Bom de mais uma moradia infinita Entre milhares de Deus Pai... Até breve mãe! Em seu reino de amor no encanto Se desencantou... E se fez Luiz Divina Que se reluz... Jesus! ________...