segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Começa a terceira FELITA em Itabuna

3ª Festa Literária de Itabuna começa amanhã com palestra e show

    Itabuna vai se dedicar de amanhã, dia 30, até sábado, dia 2, à literatura e a uma programação cultural diversificada com a realização pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) da 3ª edição da maior festa literária do Sul da Bahia. A partir das 19 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, haverá a abertura oficial da “Festa Literária de Itabuna – FELITA: A Festa do Livro na Terra de Jorge Amado”. A entrada é gratuita.

            A seguir haverá a apresentação da Valsa dos 15anos com a participação especial da Banda Municipal Os Falcões e homenagem aos ex-presidentes da FICC como parte das comemorações dos 15 anos da fundação, que serão completados no próximo mês de dezembro.

Com o tema “A Literatura Como um Rito de Passagem”, a palestra de abertura contará com a presença do ator e apresentador de televisão Jackson Costa, que também estará no Sarau do Poeta. Nesta edição já estão confirmadas também a participação de personalidades marcantes da literatura regional, como o escritor e professor universitário Ruy Póvoas, da Banda Manzuá e do ator e escritor Benvindo Sequeira.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Gloria Itabuna! pelos seus 106 banos


As lágrimas de dor
Dos nossos poetas e pioneiros
Do passado...
Estamos transformando-as
Em esperança e flores
Espantando as dores
E trazendo às virtudes
Da bonança da vida

Viva 28 de Julho!
Viva Itabuna!

Clube do Poeta Sul da Bahia

Texto - Joselito dos Reis

terça-feira, 12 de julho de 2016

TELMO FONTES PADILHA



O poeta do "Voo Absoluto" , "O menino e o Rio", entre outros muitos títulos de livros de poesias, da nossa lavra  grapiúna. Livros que foram traduzidos para mais de 40  línguas diferentes. Dia 16 de Julho (este mês) completam 19 anos do seu trágico acidente automobilístico, entre Itabuna e Buerarema, o que lhe levou a morte.

Grande nome de nossa cidade, grande nome da nossa literatura, fundou vários jornais, em Itabuna, entre eles, a Tribuna do Cacau. Era advogado e foi funcionário publico federal, prestando os seus serviços à CEPLAC. Criou  também  o PACCE-Projeto, esse, que editou vários livros de poetas regionais! Incentivou nossa cultura. 

Telmo Padilha também incentivou a criação do Clube do Poeta Sul da Bahia, sendo um dos seus sócios. Merece uma grande homenagem de Itabuna; um reconhecimento que ainda não veio! pelo manos um nome de rua ou de praça!


ITABUNA


Se não há montanhas,
como escalá-las?
Se não há florestas,
Com embrenhar-me
em sombras
que não estas?
Se não há o mar,
como falar de águas
e horizontes?

Sou o cantor
desta planície
e me abismo
em mim,
e desço aos outros
de mim,
e sofro os outros
de mim.

Seleção de Walmir Ayala
Poemas publicados originalmente na
REVISTA DE CULTURA BRASILEÑA
Junio 1975 N. 39

                        INFÂNCIA
                               fartura. Nem tanto
mais que uma fazenda
com seus pastos, seus animais,
o engenho antigo, o rio
correndo entre pedras,
tímido sob as grandes
árvores,
água.
A noite desenhava
úmidas assombrações.
O vento no rosto
do menino cavalgava
mais que seu cavalo.
A vida tinha seu cheiro
de eternidade, exato
e puro.
A morte era um fato
natural, quase geométrico
na ignorância da tarde.

RIMA

A palavra amor
já não rima com flor:
outra é sua correspondente
na escala do som,
na escala do ritmo.
Pode-se combiná-la
com calor, noutro plano;
ou com identidade,
aquela que mente
à outra verdade.
Com cal e giz
a escrevemos
no poema
antes que apague.


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TEXTOS EN ESPAÑOL


RIMA

La palabra amor
ya no rima con flor:
es otra su correspondiente
en la escala del son,
en la escala del ritimo
puede combinarse
con calor, en otro sentido;
o con identidad,
aquella que miente
la otra verdad.
Con cal y tiza
la escribimos
en el poema
antes de que se apague.


INFANCIA

Hartura. No mas
que una hacienda
con sus pastos, sus animales,
la antigua factoría, el rio
corriendo entre las piedras,
tímido bajo los grandes
árboles,
agua.
La noche dibujaba
asombraciones húmedas.
El viento en el rostro
Del niño cabalgaba
más aún que su caballo.
La vida tênia olor
de eternidad, exacto
y puro.
La muerte era um hecho
natural, casi geométrico,
en la ignorância de la tarde.
  

AUGUSTO DOS ANJOS UM GRANDE POETA

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Augusto dos Anjos (1884-1914) foi um poeta brasileiro. Sua obra é extremamente original. É considerado um dos poetas mais críticos de sua época. Foi identificado como o mais importante poeta do pré-modernismo, embora revele em sua poesia, raízes do simbolismo, retratando o gosto pela morte, a angústia e o uso de metáforas. Declarou-se "Cantor da poesia de tudo que é morto". O domínio técnico em sua poesia, comprovaria também a tradição parnasiana. Durante muito tempo foi ignorado pela crítica, que julgou seu vocabulário mórbido e vulgar. Sua obra poética, está resumida em um único livro "EU", publicado em 1912, e reeditado com o nome "Eu e Outros Poemas".

Augusto dos Anjos (1884-1914) nasceu no engenho "Pau d'Arco", na Paraíba. Filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e de Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos. Recebeu do pai, formado em Direito, as primeiras instruções. No ano de 1900, ingressa no Liceu Paraibano e compõe nessa época, seu primeiro soneto, "Saudade".
Augusto dos Anjos, estudou na Faculdade de Direito do Recife entre 1903 e 1907. Formado em Direito, retorna a João Pessoa, capital da Paraíba, onde passa a lecionar Literatura Brasileira, em aulas particulares.

Em 1908, Augusto dos Anjos é nomeado para o cargo de professor do Liceu Paraibano, mas em 1910, é afastado do cargo por desentendimentos com o governador. Nesse mesmo ano casa-se com Ester Fialho e muda-se para o Rio de Janeiro, depois que sua família vendeu o engenho Pau d'Arco. Em 1911 é nomeado professor de Geografia, no Colégio Pedro II.

Durante sua vida, publicou vários poemas em jornais e periódicos. Em 1912 publicou seu único livro "EU", que causou espanto, nos críticos da época, diante de um vocabulário grotesco, na sua obsessão pela morte: podridão da carne, cadáveres fétidos e vermes famintos. Como também por sua retórica delirante, por vezes criativa, por vezes absurda, como neste trecho do poema "Psicologia de um Vencido": "Eu, filho do carbono e do amoníaco,/ Monstro da escuridão e rutilância,/ Sofro, desde a epigênese da infância,/ A influência má dos signos do zodíaco".

Em 1914, Augusto dos Anjos é nomeado Diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, em Leopoldina, Minas Gerais, para onde se muda. Nesse mesmo ano, depois de uma longa gripe, é acometido de uma pneumonia.

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos morre em Leopoldina, Minas Gerais, no dia 12 de novembro de 1914.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Instituto Macuco Jequitibá festeja 50 anos

Escrito em 1966, o texto Dois Perdidos Numa Noite Suja, do dramaturgo Plínio Marcos, continua atual ao atacar o problema da violência e do destino dos marginalizados na sociedade.
           
            A montagem de Dois Perdidos Numa Noite Suja, de Plínio Marcos, integra a programação de encerramento do edital Agitação Cultural da Secult-BA, que vem sendo executado desde janeiro pelo Instituto Macuco Jequitibá, em Buerarema. O espetáculo estreia no próximo dia 17, às 19h30min, no teatro de bolso da Casa de Cultural Jonas&Pilar (centro de Buerarema). A montagem tem direção de Gideon Rosa com os atores Pedro Lisboa e Rafael de Souza.

FELITA 2016 E OS 15 ANOS DA FICC


TEXTO E FOTOS: ERIC SOUZA | ASCOM FICC.
Nilmecy Gonçalves abre a reunião que apresentou o que virá a ser a FELITA 2016 Foto Eric Souza
A presidente da FICC, ao abrir a reunião, disse que está muito entusiasmada com o que vem por aí. - Foto Eric Souza.
A presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), professora Nilmecy Santos Gonçalves, reuniu-se, nesta terça-feira (10) com os integrantes de sua equipe gestora para apresentar os primeiros detalhes que estão sendo desenhados em torno do planejamento da Felita 2016. Ao abrir os trabalhos, a presidente da FICC disse que o momento que a fundação está passando é bastante singular, levando em consideração que, em 2016, a FICC comemora os seus 15 anos de existência.
“Estamos apresentando em primeira mão os primeiros resultados de um trabalho que já é emblemático em Itabuna pela sua importância e pelo modo como vem sendo conduzido. A Felita está sendo elaborada com muito carinho, tanto pelo curador, Gustavo Felicíssimo, como pela equipe pedagógica da FICC que sempre demonstraram uma sensibilidade ímpar para cuidar desse evento”, pontuou a presidente.
Em primeiro plano Marluce Rocha e Gustavo Felicíssimo falando das novidades da FELITA para esse ano Foto Eric Souza
Em primeiro plano, Marluce Rocha e Gustavo Felicíssimo falando das novidades da FELITA para esse ano - Foto Eric Souza
O curador do evento, Gustavo Felicíssimo, disse que a FELITA traz novidades em sua nova edição: “estima-se uma quantidade maior de expositores, já temos acenos de várias empresas propondo parcerias e, pelo próprio aniversário da fundação (15 anos), pensamos em explorar ao máximo justamente esse público de 15, 16 anos”.
Entre as mudanças já observadas, a FELITA perde o seu status comercial de “feira” e passa a se chamar “Festa Literária de Itabuna”. O tema do evento será “A Literatura como Rito de Passagem” e, ainda segundo o curador, já se esboçam possibilidades de convidados, palestrantes, participantes, etc, cujos nomes serão confirmados oportunamente.
O curador da FELITA apresenta os resultados dos primeiros planejamentos Foto Eric Souza
Organizadores falam dos espaços que serão articulados na Festa Literária de Itabuna. - Foto: Eric Souza.
Entre os integrantes da equipe o sentimento foi o de grande alegria. “A presidente da FICC compreende os projetos da fundação de um modo bastante aberto e generoso, permitindo-nos fazer parte de algo que é desafiador, mas ao mesmo tempo muito bom para o povo de Itabuna. Temos a convicção de que o que se planeja é algo que irá encantar as pessoas, primeiro pelo próprio fato de ser uma festa de Itabuna, que já integra o nosso calendário anual de eventos e, segundo, porque coloca a nossa cidade no mapa das ações enriquecedoras de fomento à Cultura”, disse Luciana Soares, diretora administrativa da FICC.
A professora Genny Xavier, coordenadora do projeto “Letras Que Voam”, pontuou que a Felita terá um espaço privilegiado de discussão do Plano Municipal de Incentivo do Livro e da Leitura, uma das metas do município no âmbito da gestão municipal. “Esse plano atende às prerrogativas exigidas pelo próprio Governo Federal e pelo Estado da Bahia e fará com que a cidade desponte como uma das primeiras no Brasil a produzir um documento prévio, uma minuta desse plano, efetivando-se uma série de ações que culminarão no desenvolvimento de políticas específicas de apoio à leitura”, explicou a professora.
Após a apresentação, a professora Nilmecy explicou que as próximas etapas, agora, serão a de colocar o projeto a disposição do prefeito, Claudevane Moreira Leite, para que possa estudá-lo. A partir desse estudo, a FICC poderá, então, atrair mais parceiros (tanto no âmbito do poder público quanto da iniciativa privada).
A previsão da presidente da FICC é a de que a FELITA seja realizada no período de 24 a 27 de agosto de 2016. “Pela segunda vez, o evento acontecerá no Centro de Cultura Adonias Filho e essa é a terceira edição em menos de três anos. As pessoas querem a Felita, gostam da festa, buscam as novidades, e isso tudo demonstra um impulso natural de nossa cidade, de nossa gente, para a literatura”, concluiu Gustavo Felicíssimo, apontando ainda que, em julho, a FICC poderá realizar um pré-lançamento da festa.
Da assessorIA da FICC

MERCADO DO CACAU É DESTAQUE EM MAIS UM LANÇAMENTO DA EDITUS

As atividades cacaueiras na Bahia e a evolução deste segmento nos diferentes setores econômicos é destaque em nova produção da Editora da UESC. Resultado do estudo de vários pesquisadores, o livro Cacauicultura: estrutura produtiva, mercados e perspectivas, organizado pelas professoras Andréa da Silva e Mônica de Moura, discute aspectos econômicos relativos ao mercado do cacau no mundo, com destaque para a região sul baiana.

            A obra traz discussões que abarcam desde o surgimento da vassoura-de-bruxa nas fazendas de cacau até os novos mecanismos para o cultivo do fruto, destacando o processo histórico que resultou na crise cacaueira e as mudanças que reconfiguraram o panorama internacional. Os estudos apresentados também tratam dos mercados alternativos, como o cacau fino e o orgânico.