terça-feira, 31 de janeiro de 2017

"O Menino da Vila Zara" Artigo de Joselito dos Reis

O Menino da Vila Zara!
*Joselito dos Reis
......................................................................

O Menino da Vila Zara, bairro residencial de Itabuna corria e brincava alegremente por suas ruas cheias de arvoredos, com os seus amiguinhos. As ruas tinham ainda poucas casas construídas. Por isso muitos espaços e, entre, um lote e outro, os meninos, corriam, colhiam e saboreavam frutas, como: Araçá, Banana da Prata, Maracujá-Ferro, Goiaba, Tamarindo, Manga, jaca, Cajá, Abiu e etc... Mas, o que mais chamava atenção, era uma frutinha do mato, bem pequeninha, do tamanho de um grão de chumbo de espoleta, que eles a denominavam “remela de gato!”. Essa frutinha, quando mastigada, deixava a língua toda de cor azul! Era uma grande diversão para os meninos e meninas daquele bairro tranquilo e de gente boa e simples. As brincadeiras como: jogo de bola e de gude, “triângulo”, “Toque-Toque”, “Pega-Pega”, “Bandeirinha”, ”Impinar Arraia”, “Cozido na Ilha Mutucugê”, “Roda” e “Role, Role”. Esse último, imitando os filmes de cayboy daquela época, onde se destacam os atores; Juliano Gema, Franco Nero; os filmes: Zorro e Tonto, Bud Spencer, Cavaleiro Negro, Fantasma, Bil Kid e muitos outros, completavam aquele mundo de esperança, fantasia e divertimentos... Muitos moradores, também, da época se destacavam e não fogem das nossas lembranças: “Dona Francisca” mãe do cabo Parmena; “Seu Zé Gatinho”, marido de “Dona Dos Anjos”, Pedro Dórea (dono da venda), “Seu Nô”, “Seu Arquias”, um velhinho engraçadinho, por ser baixinho e, que, fabricava “Mané Gostoso”.   Que na realidade, era um bonequinho feito de pau e, através. De duas hastes pulava e fazia pirueta de acordo com os seus movimentos das mãos; uma grande brincadeira, um grande brinquedo...! O Menino da Vila Zara não parava, corria para lá, pra cá! Um verdadeiro vulcão de energia! Andava nas cisternas (cacimbas) de “Zazá”, “Seu Zé”, “Dona Candeinha” e “Seu Henrique”... Essas “Cacimbas”, seus proprietários, vendiam a água, em lombos de animais, em sua maioria jegues, que transportava a água, utilizando carotes, ou em carroças, puxadas pelos animais. Os carotes eram um tipo de vasilhame, especialmente fabricado de madeira para esse fim; O transporte da água para toda a cidade. O Menino, não parava, era um capetinha... Quase todos os dias apanhava de seus pais, que lhe aplicavam, castigos e surras utilizando “o bacalhau” um tipo de taca de sola crua, que servia para amansar burro bravo! De seu pai, que já tinha sido tropeiro. Mas chegando à cidade, resolveu ser comerciante; barraqueiro da Feira-Livre. Isso nos anos 60, quando ainda existia o “Trem de Ferro” ou “Maria Fumaça”. A feira-livre ficava localizada onde hoje estar instalada uma Faculdade (FTC) e que antes funcionou a Prefeitura Municipal. Edifício, esse, construído pelo então prefeito, José Oduque Teixeira, que tinha Fernando Gomes, como seu Secretário de Administração. Era um tempo muito bom, corria muito dinheiro na cidade, pois o cacau estava sempre em alta e com safra farta e garantida, inclusive, vendida na flor! Um negócio da China!... O dinheiro, que não souberam aproveitar, sobrava para tudo, e os suposto coronéis do cacau esbanjavam arrogância e pensavam que o cacau nunca iria se acabar! Olha o resultado ai...
O Menino travesso da Vila Zara, foi crescendo, observando a tudo... Estudava, mas não gostava da escola. Dava o maior trabalho aos professores que, ao contrário de hoje, tinham ordem de seus pais para sofrer qualquer tipo de castigo. Como o Menino gostava, na hora do recreio, tomar banho no Rio Cachoeira, imediações da barragem, construída recentemente (Bairro da Conceição). Com os seus amiguinhos, o banho nas águas cristalinas, eles se divertiam tentando pegar de mão, as piabinhas... Com isso, o Menino,  esqueceu-se do tempo e do prazo do horário do recreio e de retornar à aula... Quando se lembrou da aula, turno da tarde, Escola Humberto de Campos, onde conseguiu seu primeiro diploma de alfabetização, a professora já estava soltando seus coleguinhas, quando ele apareceu!  A professora espantada, pois não tinha notado sua ausência,  o olhou e perguntou:

- Menino isto é hora?
- Me perdoe professora, eu esqueci do horário, tentando pegar as piabinhas do rio!
- Pois você agora vai para a minha casa, e só vai sair de lá quando fizer esse exercício...

Sabe o que era? Era um castigo! O Menino da Vila Zara, teria que escrever a frase: “devo obedecer o horário do recreio”, por mil vezes...
Terminando o castigo por volta das 20 horas, o Menino chegou em sua casa... Todo escabreado. E, para explicar aos seus pais, o atraso! Ele gaguejou, gaguejou... E não conseguiu. Só no outro dia, após ter tomado uma surra de “bacalhau” do seu pai!
– Papai, cheguei tarde porque sofri um castigo, porque fui tomar banho no Rio, atrasei e a professora me mandou escrever mil vezes; “devo obedecer o horário do recreio!”.
 - Bem empregado, está de parabéns, a professora, você tem que aprender a ser homem, ter responsabilidade. Disse seu pai, não aguentando, tanta travessura do Menino, que estava trabalhando na Padaria Santa Fé. O mandou para São Paulo! Ele tinha apenas dezesseis anos! Lá na capital paulista aprendeu uma profissão no SENAC/SENAI e se tornou um grande empresário...

Lembrando-se dos amigos da Vila Zara, tudo por apelido: Pé de Cabra, Dato Babão, Zé Pelanca, Django, Salário, Reisinho, Inchado, Papa Defunto, Zé Carioca, Cancão de Fogo, Zé Bedeu, Atayde, Nego Bolsal, Chocho, Maria Pinote, Miltinho Barrão, Almir Doido, Maria Toloco, Dêdê, Miel, Niguche, João Garrincha, Zé Bedeu, Nego Dema, Zezé Pereba, Papa Sabão, Bicudo, Fon... O Menino da Vila Zara, hoje de passagem por esta cidade, com muita saudade, da sua professora “Bibi” diz: “que bons tempos aqueles, da escola, da chácara de Cearense (hoje o Itabuna Esporte Clube), da vende do Tenente Júlio e D. Maria, do meu rio de água cristalina; meu Rio Cacheira” Tornou-se escravo das lembranças; uma realidade que se tornou ficção! “Onde está o meu Rio Cachoeira?”... Pergunta.

*Joselito dos Reis

Poeta e jornalista                   

Quatro anos sem o poeta Juarez Vicente


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

QUATRO ANOS SEM JUAREZ VICENTE

Lembrança


Ele nasceu na “ruinha”
Da Terra Santa (Ibicaraí)
Brincou nos areais dos rios Salgado e Cachoeira...
Bebeu das suas águas  cristalinas...

Em Itabuna como cidadão  grapiúna
conheceu o macuco a graúna!
Poeta, jornalista e professor
Muitos amigos amou e ensinou!
Bons exemplos deixou

E como um encanto partiu...
E a saudade em seu lugar
Ficou...
Imortalizado no tumulo uma flor!
e no universo o amor!

Ao nosso saudoso amigo, Juarez Vicente Silva de carvalho que está completando hoje, 30 de janeiro, quatro anos do seu passamento!

Que Deus esteja ao seu lado, irmão! E, que, você como poeta sempre espelhe pelo universo cósmico  nesse seu mundo mágico a poesia da paz, para os seres humanos que estão aqui na terra.

Republicado: 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


UM POETA GRAPIÚNA

A Poesia de Juarez Vicente
O Blog do Clube do Poeta Sul da Bahia publica algumas poesias do poeta Juarez Vicente de Carvalho, um dos fundadores do Clube e presidente por dois mandatos. Juarez Vicente também foi o primeiro presidente do Conselho Municipal de Cultura. Dia 30 de novembro lança mais um livro intitulado "Algumas Poesias". Vamos aguardar!
Tudo ficou no sonho, com o seu desaparecimento, mas seus amigos vão lançar este livro que não foi lançado. Aguarde! O seu amigo Riedson Trindade já está tomando as providencias, junto a Gráfica e Editora Mesquita, em Itabuna. Está completando um mês da morte do poeta, ou melhor, passamento, pois os poetas não morrem.

CRIANÇAS NAS GUERRAS

Agora é tarde. Eles partiram e so resta lamentar.
Os induziram a pegar nas armas e lutar por causas não justas.
Não eram as suas guerras. Foram defender ideais nefastos
E os jornais do mundo os chamam de vitimas.
Onde estavam as autoridades mundiais que nada fizeram?
ONU, OEA, Unicef, Otan...
Essas crianças não foram protegidas!
Não tiveram escolas, comidas, médicos, lazer, conselhos...
É tanto que se empolgaram com ditadores cruéis e morreram numa luta que nunca foram delas.

Essas crianças mereciam o melhor
Mas ouviram covardes sanguinários

Que queriam o poder pelo poder
Queriam sangue dos irmãos
Queriam ficar ricos com o suor dos outros
Queriam mandar na vida dos outros
E conseguiram ceifar milhares de vidas dos outros.
Agora, no poder estão felizes, ricos...
E os governantes do mundo sem senso crítico
Tergiversam demagogicamente
Lamentando por vidas que poderiam ser poupadas
Vidas que poderiam ser vividas
Com objetivos e finalidades
Mas que se perderam feridas balas e bombas
Que tiraram dessas vidas sem dó
O último suspiro levando todas as esperanças nelas contidas.


TOLERANCIA 


É difícil dizer que não lembrei de vocês
Mesmo com outras responsabilidades
Observei a importância e os cuidados que merecem
Um cuidado especial que significa formação.
As pessoas muitas vezes não observam
Não enxergam quem está ao lado
Não querem disponibilizar alguns minutos
Vocês são menos importantes que segundos.
Depois vivem a lamentar
As suas atuações sempre vão criticar
Não sabem que vocês são revoltados
Que esse instinto perverso poderia ser evitado.
A vida é assim mesmo e cada um segue o seu caminho
Mas o ser humano merece e precisa de carinho
Não entendem que é bom ser ouvido
Em vez de ser coagido.

MUNDO

Choram as florestas, choram os rios
Que não mais suportam o seu triste destino
Choram todas as pessoas de bom senso
Chora o avô, chora a avó, chora a menina, chora o menino.
Choram as espécies em extinção
Por já sabem do seu destino
Serão destruídas pelos seres humanos
Com extinto de assassinos.
Em nome do desenvolvimento
Nossas árvores são cortadas
Nossas florestas derrubadas
Sem o mínimo desentendimento.
Nossos rios são poluídos
Pelas redes de esgotos
Culpa de uma política ambiental desastrosa
Culpa de imbecis e escrotos.
A poluição sonora é grande
E provoca a surdez aos poucos
Deixando muitos e muitos loucos
Querem que o progresso ande.
As indústrias jogam gases
Poluindo a nossa esfera
Poluindo rios e mares
Poluindo a atmosfera.
São gases tóxicos no ar
Poluindo a atmosfera
São gases poluindo os rios
São gases poluindo a terra.
A situação é alarmante
Necessita de cuidados
Só governantes escrotos
Que negam ajudar a natureza no acordo de Cioto.

 Era sócio fundador, e foi o primeiro presidente do Clube do Poeta Sul da Bahia


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Teatro de Ilhéus exibe:“Fala comigo doce como a chuva”



A peça retrata o conflito de monotonia de um casal e indaga sobre a existência do ser humano, posições sociais e a relação entre homem e mulher.

O espetáculo teatral “Fala comigo doce como a chuva” será apresentado neste domingo, dia 29, a partir das 19 horas, no Teatro Municipal de Ilhéus. A peça retrata, com poesia e lirismo, a vida de um casal que parece ter sido sucumbido pelo cotidiano e a monotonia da vida a dois. A partir desse conflito, os personagens iniciam uma série de indagações sobre a existência do ser humano, posições sociais e a relação entre homem e mulher. Questões de gêneros são retratadas abrindo uma brecha para discussão sobre o machismo. O ingresso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), e já está a venda na bilheteria do teatro.


 “Fala comigo doce como a chuva” faz parte do Projeto Vá ao Teatro e Me Leve Junto. A peça conta que o autor do texto teve infância conturbada, com o pai alcoólatra e o afastamento de um ano da escola. Com esses problemas, Tennesse se refugiou nos livros e o mundo ganhou um dramaturgo de mão cheia. A montagem tem direção Mateus Saron e Murilo Pitombo, e Wálter Silva na trilha sonora. Os atores Mateus Saron e Adriana Ferreira são do grupo Cia de Teatro.

De acordo com o grupo Cia Palco, as pessoas precisam ser estimuladas a ter discussão de temas relevantes e atuais por meio lúdico. “Para atingir esse objetivo, propomos um texto que possibilita o questionamento sobre a posição da mulher dentro de relacionamento”, avalia Saron. No entendimento dos atores, alguns pontos observados na peça são: o que é agressão? Apenas a agressão física deve ser notada e reparada? Por que as mulheres ocupam esse papel? Por que os homens tomam essas atitudes? O que é “normal” em relacionamento? Existe tarefa feminina e masculina em casa ou no relacionamento? O que é liberdade?.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

MORRE RAMON VANE

Buerarema decreta luto oficial de três dias pela morte do ator e poeta Ramon Vane

O ator Ramon Vane, filho da cidade de Buerarema, Sul da Bahia que completaria 58 anos amanhã 17, morreu na madrugada deste domingo (15), após ser internado semana passada no Hospital de Base em Itabuna. O ator foi vítima de um AVC.  Ramon Vane, poeta, ator e advogado, era um dos atores mais ilustres desta terra, representava como poucos a arte do artista baiano.
Em outubro de 2011, ele foi premiado pela interpretação no longa-metragem “O homem que não dormia”. 
Vane, que era sócio do Clube do Poeta sul da Bahia,  interpretou o personagem Pra Frente Brasil, no filme de Edgar Navarro. A película, que foi rodada em Igatú, na Chapada Diamantina, conta a história de cinco pessoas que, numa mesma noite, sofrem com o mesmo pesadelo. O filme fala de um homem sinistro e a procura por um tesouro (imaginário) como desencadeadores da história.

Ramon Vane é de uma grande descendência de atores  dos anos 70, que surgiu ao lado de Gal macuco, Zé Delmo, Zé Henrique, Aldo Bastos, Jackson Costa, Alba Cristina, Carlos Betão, Marcos Cristiano e muitos outros. Foram revolucionários  do tetro regional e criaram e integraram  o “Grupo Macuco”, “Grupo Encena”. Muitos deles ganhando outras fronteiras, a nível regional, nacional e internacional.   

O enterro do seu corpo aconteceu no cemitério municipal de Buerarema, às 15h, de hoje. O prefeito do município Vinicius Ibrann decretou luto oficial de 3 dias.

NOTA DE PESAR - RAMON VANE

ON .

11096387 861987600514694 1201357032091673113 o
O ator Ramon Vane no backstage da Paixão de Cristo em 2015, rodeado por outros colegas de elenco. (Arquivo ASCOM FICC).
É com grande pesar que a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) registra o falecimento do ator, poeta e advogado Ramon Vane. Premiado como melhor ator coadjuvante no 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pela interpretação do personagem “Pra frente Brasil” no filme “O homem que não dormia”, de Edgard Navarro, teve passagem pela FICC onde interpretou o rei Herodes no espetáculo “Paixão de Cristo”. Seu desaparecimento causou grande consternação à classe artística e a FICC expressa seus maiores sentimentos ao seu grande número de amigos, admiradores e familiares. 
Itabuna, 16 de janeiro de 2016.
DANIEL GARCIA MORENO DE SOUZA LEÃO
Diretor Presidente

_________________________________________________________________

NOTA DE PESAR - LITZA MARY MODESTO CÂMERA

ON .
É com grande pesar que a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) registra o falecimento da professora Litza Mary Modesto Câmera, pedagoga, professora de História, Francês e Didática, uma das fundadoras da Faculdade de Filosofia de Itabuna (FAFI), da Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (FESPI) e uma das grandes entusiastas da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Como educadora, passou por escolas em Itabuna como o Colégio Divina Providência, o Colégio Estadual de Itabuna (onde também foi diretora) e o Colégio Cenecista Firmino Alves. Natural de Itapé, a professora Litza escolheu a cidade de Itabuna para morar. Tinha 94 anos e deixa 3 filhos (Paulo, Thales e Cristina), além de netos e bisnetos. Seu desaparecimento causou grande consternação, especialmente entre profissionais do magistério, e a FICC expressa seus maiores sentimentos ao seu grande número de amigos, admiradores e familiares. 
Itabuna, 16 de janeiro de 2017.
DANIEL GARCIA MORENO DE SOUZA LEÃO
Diretor Presidente.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PREMIO CAYMMI

Prêmio Caymmi de Música divulga lista de habilitados
Número de inscrições supera edição anterior em todas as categorias

Com um total de 456 propostas inscritas, o Prêmio Caymmi de Música - 2ª edição supera os números da edição anterior, quando foram registradas 298 inscrições. Após passar por um processo de triagem técnica para análise dos materiais enviados, o Prêmio já tem disponível a lista dos candidatos habilitados nas suas quatro categorias: Música com Letra, Música Instrumental, Show e Videoclipe. Esse resultado pode ser conferido através do portal www.premiocaymmi.com.br

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Itacaré mantém a cultura popular com o Bicho Caçador e o Terno de Reis

Resultado de imagem para itacaré praias
Valorizar a cultura, a tradição e as manifestações populares. Esse é um dos compromissos assumidos pelo prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, como forma de preservar a história e a tradição da cidade. E no último final de semana Itacaré estava em festa comemorando a tradicional folia de Reis, que é marcada na cidade por manifestações culturais como o Bicho Caçador e o Terno de Reis.