LEI DE INCENTIVO A CULTURA

A lei Rouanet foi promulgada pelo Governo Federal em 1991 para incentivar a aplicação de recursos de empresas e pessoas físicas em projetos culturais.
A lei possibilita o abatimento de 4% do Imposto de Renda devido pelas empresas e 6% da pessoa física. Somente projetos aprovados pelo Ministério da Cultura e publicados no Diário Oficial são contemplados por este beneficio.
A Lei enquadra os Projetos em dois artigos:
No artigo 26 o abatimento do Imposto de Renda é no valor de 30% do valor do Patrocínio e o restante é investimento.
No artigo 18 o abatimento no Imposto de Renda é de 100% do valor do Patrocínio sem nenhum investimento.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Delile uma poesia de Itabuna


O Clube do Poeta Sul da Bahia, Itabuna, ontem (09.05) esteve visitando a poetisa Maria Delile Miranda Oliveira, 82 anos de idade, mas com uma saúde física e intelectual de meter inveja a qualquer ser humano. 

Ela é abençoada, e merece em nome do nosso Pai Supremo viver por muitos e muitos anos. Dona Delile recebeu os membros da diretoria do Clube, com poesia e um delicioso vinho do porto. 

Sua residência por um momento foi mais iluminada ainda, com um lindo recital de poesias e histórias da nossa sociedade, através dos poetas: Adeildo Marques, Paulo Lima, Camilo Reis, Joselito dos Reis e Clovisnaldo Argôlo.

Na oportunidade em papo descontraído foram lembrados os nomes do Professor e escritor, jornalista, artista plástico e poeta, Plínio de Almeida, assim como, do jornalista e professor Raimundo Osório Couto Galvão como canais da desenvoltura de nossa poesia grapiúna.   

A poetisa Delile, muita satisfeita fez sua filiação ao Clube do Poeta e distribui aos poetas, presentes, autográficos de seu livro de poesia “Sendas & Trilha”. e





RESÍDUOS DA INFÂNCIA
Que saudades
daquele mar azul,
beijando a areia
com espumas peroladas.
Meu coração ficou
lá, na infância.
Minhas emoções cresceram
em caminhos estranhos
e rotas diversas.
Relvas ásperas e pedregulhos
feriram tantas vezes
meus pés!
De repente,
as emoções me levaram
de volta à infância.
Lá estavam
os resíduos guardados
que vieram aflorar
emoções adormecidas
em meu coração.
Hoje, acalentado está,
novamente florido,
de emoções do amor antigo.
Resíduos de minha infância

Este poema, acima, será publicado na Antologia Centenária que deverá ser lançada ainda este ano, num trabalho do Clube do Poeta Sul da Bahia, homenageando Itabuna. Veja mais alguns dados da biografia de nossa linda poetisa.

Maria Delile Miranda Oliveira nasceu em Ruy Barbosa-Ba,
passou sua infância e adolescência em Itabuna-Ba. Cursou magistério no Colégio Divina Providência.
Lutou pelo resgente das escolas públicas de 1º grau durante, 33 anos
Licenciada em Pedagogia – Faculdade de Filosofia de Itabuna-Ba. Professora auxiliar de História da Educação (FAFI/FESP) – Ilhéus-Ba, Titular de Supervisão Escolar pela PUC de Minas Gerais. Coordenadora Geral de Estágios Supervisionados da UESC – Ilhéus-Ba.

Tem três livros publicados: "Sendas e Trilhas";  "Tecendo Lembranças" e
"Formação do Magistério do 1º Grau". Tem vários poemas publicados em Jornais de Itabuna e Ilhéus. É detentora  de Prêmio Fundação João Fernandes Cunha- Grupo de Ação Cultural- Salvador/Ba. Além de outros cargos como:  Supervisão Educacional da Bahia e  Faculdade de Filosofia de Itabuna

segunda-feira, 7 de maio de 2012

REFLEXÕES, POEMA DE ARISTON CALDAS

Este poema do nosso saudoso poeta,  Ariston Caldas, filho da cidade de Alogoinhas, mas escolheu  Itabuna, como sua cidade mãe, antes da sua morte nos entregou este poema, digo: ao fundador  desta entidade literária  Joselito dos Reis. Veja:

REFLEXÕES

Eu quisera ser poeta de verdade
minha musa é somente fantasia
se fico triste invento uma saudade
de coisas que por mim passará um dia.

Falo de estrelas às vezes sem vontade
comparando-as aos olhos de Maria
procuro rimas, perco a liberdade
e não encontro a estrada que eu queria.

Contenta-me, porém, a natureza
olhando um rio, um pássaro, a beleza
de nuvens róseas pelo horizontes..

As palavras me fogem como vento
mas ganho a tela azul do firmamento
e as flores como festa pelos montes.

Obs: Esse poema, com certeza é inédito. Não sei se é o último que ele escreveu. Sei que é muito lindo, lindo....

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Espetáculo de dança BAHIA DE JORGE E SEUS ENCANTOS

Para comemorar o dia internacional da dança aconteceu no dia 29 de abril as 17:00 hrs no Centro de Cultura Adonias Filho o espetáculo de dança Bahia de Jorge e seus encantos , do grupo de dança Minos. O espetáculo circula pelos temas das obras de Jorge Amado, com graça, magia e beleza, onde representa a diversidades de ritmos, sabores, histórias e encantos da cultura baiana.

O grupo de dança Minos é coordenado pela professora Railda Prudente desde 2003 com jovens que desenvolvem suas atividades de dança no Centro de Cultura Adonias Filho, numa proposta de dança moderna e contemporânea.

Este ano o espetáculo terá como convidados:  Grupo Municipal de Itabuna, Projeto Educar para Criar,  Unime, Ballet Ellen Bittencourt, Sest Senat, o bailarino Beto Basílio. Tra-se de um grande projeto. Estão de parabéns todos que fazem parte do mesmo, em favor de nossa cultura. Parabéns!


Desencontro

 Uma grande luta
Joselito dos Reis Santos chegou a Itabuna em 1958, nascido na cidade de Ibicaraí (Distrito dos 41/Vila Santa Isabel), em 16 de Agosto, o mais velho da prole de oito irmãos, filho de tropeiro e doméstica (José DERALDO e Josefa dos Reis Santos) hoje com 59 anos, já deu muito duro para chegar onde está. Com o titulo de Cidadão Itabunense pelo reconhecimento de seus relevantes serviços, concedido em 1998, já pegou carrego na Feira Livre, vendeu água no carote, trabalhou como camelô vendendo cinto, foi entregador de pão e balconista da Padaria Santa Fé, no bairro da Conceição. Tudo isso antes de completar seus 15 anos.

 Nunca abandonando seus estudos, e rabiscando versos, também trabalhou no Terminal Rodoviário Francisco Ferreira da Silva (Box São José e a empresa Santa Efigênia). Fez vestibular na UESC em 1979, passou na primeira tentativa, para o curso de Pedagogia, mas, por problemas financeiros não pôde concluir o curso, porém, não deixando o sonho para trás, em 2012 ele o realizou, estudando hoje na faculdade UNOPAR. 

De lá para cá trabalhou 25 anos no Diário de Itabuna, onde conseguiu seu registro profissional, como jornalista, em 1975, passou ainda pelo jornal Tribuna do Cacau, foi diretor de comunicação da Câmara Municipal de Itabuna, além de vários outros órgãos de comunicação no sul da Bahia, hoje é Coordenador de Comunicação da Emasa, e com grande satisfação informamos que ele é um grande amigo dos idosos e deu o nome ao nosso jornal, “Nova Vida” do qual ele foi o seu primeiro editor, ao lado do jornalista Edvaldo Lessa.    

Como poeta, pretende lançar seu livro “Gritos sem eco”, ainda este ano, já em processo de editoração na Gráfica Editora Mesquita.

Obs: Este artigo foi produzido para o jornal Nova Vida, solicitado por seu editor, Ornam Lapa Serapião, Secretário e Conselheiro, do Conselho Municipal do Idoso. 

Veja um dos seus  poemas: 

DESENCONTRO
 
Quando te vejo
meu inocente coração
bate mais forte de desejo

Mas na tua distância 
caio em sonhos mórbidos
de uma noite misteriosa

E tragado por uma solidão
evaporo-me na poeira 
de uma incerteza sem fim.

Joselito dos Reis
08.02.12
reislito@hotmail.com

quinta-feira, 26 de abril de 2012

SOCIEDADE




Mais que a vida afora,
sem tempo e sem rumo,
é a sociedade varrida,
sem direção e sem prumo.

A luz da noite apagada
na cidade deserta.
Na revolução clareia,
a sociedade desperta.

Manchada de sangue,
terror, corrupção.
Sociedade mesquinha.
O que será do cidadão?

O que os homens fazem com ela
é absurdo e banal.
Crianças, jovens e adultos
só pensam no material.

Uma sociedade doente
no hospício da loucura.
O que ela mesmo precisa:
é gratidão e ternura.

Sociedade depressiva,
de tanto medo, insegurança.
Faz das casas, presídios.
Onde está a esperança?

A sociedade respira
o ar da poluição.
Grita, geme e chora
a dor da opressão.

Diante das feiúras,
se pode ver nela beleza:
a alegria, a paz, o bem,
o amor à natureza.


Rogério Medrado 
Poeta e escritor

Rio Cachoeira

Quando me lembro
De minha infância querida
E de meu Rio Cachoeira
Vem a tristeza
Choro...

Vendo hoje
Seus peixes emergindo
Disputando o oxigênio

- Mortos

Disputados pelas aves de rapina
Podridão em todos os sentidos

Triste humanidade!
Triste humanidade!

Está auto se destruindo...
O que será do amanhã?

Nunca mais o cantar
Do juriti, do araquã!

Que sina...

Joselito dos Reis
26.04.12

ITABUNA TERÁ “O NÓ” NA CÂMARA HOJE

FILME MOSTRA A REALIDADE SOBRE A VINDA DA VASSOURA DE BRUXA  PARA O SUL DA  BAHIA QUE FOI TRAZIDA PELA MÃO HUMANA

Depois da sua exibição na segunda edição do Festival de Cinema Baiano (Feciba), em Ilhéus, o documentário O nó: ato humano deliberado, do produtor e cineasta Dilson Araújo, será apresentado pela primeira vez em Itabuna nesta quinta-feira/26, às 19h, na Câmara de Vereadores de Itabuna. O documentário “O Nó”, mostra o drama provocado pela vassoura-de-bruxa na lavoura do cacau na Bahia, com relato detalhado com depoimentos de vítimas da vassoura e de pesquisadores. O crime da vassoura de bruxa deixou um rastro de destruição, falências, suicídio, desespero e desemprego para mais de 250 mil trabalhadores rurais. Até hoje, ninguém foi preso pela introdução criminosa da vassoura no sul do Estado. Um réu confesso, Luiz Franco Timóteo, diz que a introdução foi planejada por um grupo de petistas sob a liderança do deputado federal e ex-prefeito itabunense Geraldo Simões. A exibição do documentário é promovida pelo programa “De Olho na Cidade”, da Rádio Jornal de Itabuna e patrocinada pelo Instituto Pensar Cacau (IPC).

Do blog - Val Cabral