Antonio Júnior um escritor revelação grapiúna

Escrever é um ofício solitário, somente recomendado para guerreiros. É raro ser reconhecido em vida – principalmente na nossa cidade natal. Sempre o silêncio é o trunfo maior, superado vez ou outra pelas armadilhas da inveja declarando guerra.

É preciso uma grande força de vontade para não desistir, afinal a grande maioria não leva a sério qualquer gênero de arte, a mídia prefere políticos e fatos criminais escabrosos, e os colegas – com raríssimas exceções – não escrevem uma linha sequer para incentivá-lo, muito pelo contrário.
O escritor quase sempre só elogia outro escritor vivo à espera de retorno, ou seja, na forma de uma crítica engenhosa, de um prefácio edificante, de convites etc. Todos esperam a morte do artista para declarar publicamente o seu talento, a sua dedicação, a falta que ele faz. A comédia humana necessita do artista defunto para exaltá-lo. Talvez acredite que morto e enterrado deixe de ser um concorrente. Ah, a inveja é o símbolo exato da mediocridade...

Escrevo essa constatação adquirida em quase três décadas de literatura e outras artes porque estou MUITO FELIZ no momento. Acabo de receber uma mensagem tão carinhosa de um escritor grapiúna, o talentoso autor de “Vida Louca”, ANTONIO NUNES DE SOUZA. Que bacana! Obrigado. Tocou o meu coração.
Antonio Junior


MENSAGEM DO ESCRITOR:

"Conheci o menino Antonio Nahud Júnior saindo da adolescência e buscando sua afirmação dentro das artes: pintura e literatura!
Naquela época, impulsionado pelo ímpeto peculiar da idade, se dedicava com unhas e dentes numa busca constante de uma diretriz, atravessando momentos de erros e acertos, mas, sem nunca desprezar seus intentos e a vontade de realizar seus sonhos, objetivados pela inteligência e o espírito de guerreiro. Sua maior arma era, e é, a de nunca se deixar levar pelo desânimo.

Sempre foi daqueles lutadores que, mesmo quando caem na lona, antes do juiz terminar a contagem, levanta-se e está pronto para continuar a luta e vencer!
Hoje, esse menino já com alguns cabelos brancos nas têmporas, me dá a satisfação de ver seu merecido sucesso nas vertentes mais importantes: Poesia, literatura, jornalismo e cinema!

Ele não se transformou em um homem eclético. Já nasceu assim! Pois, sua alma, mente e personalidade sempre foram recheadas de informações e idéias vanguardistas, só faltando a hora chegar. E chegou como uma explosão maravilhosa de flores que, pela beleza e cores, não é mais um bouquet, mas, um jardim que deve ser admirado por todos que apreciam o que existe de melhor!

Antonio Nunes de Souza”

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