ARTIGO E POESIA DE JOSELITO DOS REIS

PROVAÇÃO II.................................................................


Chego em "minha casa" após um dia exaustivo na busca de encontrar um emprego! Pois há quase dois anos estou desempregado, apesar de ser profissional liberal, no ramo de comunicação há 42 anos e bem relacionado em minha cidade. Minha última colocação foi na Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa S/A) que por questões políticas me demitiu, neste último governo. A empresa não honrou seus compromissos (encargos trabalhista) comigo e mandou-me procurar a Justiça! Nem mesmo, o “Seguro Desemprego” foi liberado! Fato, esse, que coincidiu com uma enfermidade de minha mãe que tive de interná-la. Mas, graças a Deus e ao atual Secretário de Saúde, Provedor da Santa Casa, naquela época, Dr.  Eric Ettinger, minha mãe está bem! Ficou internada no final de 2012 e no inicio de 2014.  De lá, para cá, ainda passo por maus momentos... Tudo isso, porque faltavam três meses para sair a minha aposentadoria, por tempo de serviço e os novos dirigentes da Emasa resolveram me demitir, quando o prefeito atual dizia a alguns colegas meus, que eu, devido ao desempenho na empresa, iria permanecer.

Eu era coordenador de comunicação daquela empresa! Mas, o importante, foi que o meu trabalho foi reconhecido por toda a nossa população; o que eu agradeço muito considero o maior dos meus troféus. Para mim, essas coisas, não passam de provações de vida, por isso, peço a proteção de Deus, pois, sou um cidadão honrado e de conduta ilibada, o que me permitiu outorgar o título de “Cidadão Itabunense”, em 1998. Projeto do vereador, da época, Milton Gramacho e, aprovado por unanimidade pelos vereadores do nosso Legislativo. Sofro pela incompreensão das pessoas, principalmente, aquelas - com algumas exceções-, ligadas diretamente a mim. A humilhação é grande, é perversa, é cruel... Parece até  que, hoje, o financeiro é tudo! Se você tem idoneidade e honra, não adianta... Hoje só vale para quem tem o dinheiro, mesmo que, essa pessoa seja um marginal!

Por causa de todos esses problemas fui acometido de uma lesão “nervo ciático” e tive que aguentar, firme, as dores insuportáveis, por cerca de quarenta dias, aonde por três vezes cheguei a desmaiar, por não suportá-las; Dores horríveis, o que não desejo para o meu pior inimigo, apesar de minha consciência livre de não tê-lo; A não ser os falsos amigos ou inimigos ocultos, existem muitos! Caso eu tenha! Não é novidade, pois, Jesus Cristo, filho de Deus e que veio para nos salvar, foi torturado e cravejado numa cruz, por nós, por não ter culpa alguma e, até hoje, o ser humano, não aprendeu, e pratica as guerras, e mata seus irmãos. ”De que adianta você chamar Deus de Pai, se não considera seu semelhante, um irmão?” O ser humano nem mesmo nas terras aonde nasceu “O Salvador” do mundo, respeita! Como vê, não pudemos agradar a todos! Porém, sou resoluto, tenho fé em meu Pai Onipotente e, sempre busco driblar as tempestades, às adversidades... E vou vencer, mesmo, comendo ovo cozido, por não ter dinheiro para compara o óleo.   

Mesmo, sem renda para as minhas necessidades...  Espero que Deus me cubra de bênçãos, e os homens, realmente, façam Justiça; Que o prato da balança; Um não pese mais do que o outro!   Refiro-me a minha audiência na Justiça Federal, contra a Emasa, que era para acontecer no dia 19 de Maio, mas devido a minha enfermidade de 40 dias, no leito, sem poder me movimentar, ficou programado para o dia 04 de novembro!  Daqui, até lá, vou contando com ajuda de poucos amigos, e “um bico aqui, outro acolá”.  Vou levando a vida, até que a Justiça seja feita. Porque da de Deus, ninguém consegue se livrar...   

“Todos os dias, mesmo que chova, contamos com a luz Divina, porém poucos enxergam o nosso Deus!”. Jrs.  

POETA

Feriram minha matéria...
Engulo meus sentimentos
Ao vento...

Sinto-me um ser estranho
Perdido nas entranhas
Do infinito...

De um corpo inexistente
Expoente, exposto, dormente.
Ao léu...

Por isso choro as lágrimas
Da vida de um tempo morto
De gente perversa, avessa ao amor.
Herança da ignorância infinita

Em movimento mil, meu coração.
Bombeia meu sangue febril
Do meu “eu” carente de perdão
Rogando a oração dessa solidão sem flor!

Joselito dos Reis

É poeta e jornalista DRT-MT-BA 113/1978.                  

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