Agilson Cerqueira em poesia

Agilson Cerqueira, professor, engenheiro, empresário da construção civil. Também engenheiro ambiental. Nas artes, é Artista Plástico com vários trabalhos na Europa (Noruega, Itália e França). Colaborador de jornais locais com vários artigos publicados, sob temas políticos, sociais, além de ser um grande poeta com uma poesia objetiva e concreta que protesta as desigualdades sociais e ambientais. Agilson, é itabunense e sócio do Clube do Poeta Sul da Bahia.

NEGROS
Vegetação de escoras,
Caranguejos, aratus, manguezais.
Garças brancas, gaivotas,
Cancioneiros, barcaceiros, canoeiros.
Vela suja, homem negro,
Previamente envelhecido.
Sol aluarado de raios fortes,
Manhã cinzenta, negro azulado.
Mulher mulata, velha beata. Negro azulado.
Filho mais novo, filho do meio, filho mais velho.
Filhos-da-puta, velha beata.
Canoeiros. Negro azulado.
Estivadores, pescadores, barcaceiros.
Garças Negras, lama seca,
Negros acinzentados.

SONHOS E PESADELOS

Corpo e hálito quente,
Que ironia, noite fria.
Lembranças, satisfações, desejos.
Atlântico, pacífico. Outro Continente.
Beijos ardentes.
Um sonho.
Olhos cerrados, fogo cruzado,
Guerra fria.
Governantes e governados, Presidente.
Nome de fantasia, poesia.
Um pesadelo.
Povo com fome, boca fechada,
Criança mal alimentada, desidratada.
Confusão, choro, grito,
Velha na calçada, não asilada.
Gente aflita cotidiana (mente).
Esperança (ilusão óptica da memória fotográfica).
Desespero, medo.
Outro pesadelo.
Acordei suado, desolado...
Que bom!

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