O RIO



Vamos falar sobre um rio...
rio que por aqui corria...
agora flutua...
podemos, até, imaginar como esse rio corria...
sei, de ouvir falar, que daquela jaqueira
à beira do caminho,
no pé da ladeira,
um menino pulava e... tchibum!

Se banhava nas águas do rio...
nadava e pescava nas águas desse rio...
agora o rio flutua...
 e, ao amanhecer do dia, torna-se visível,
em névoa, sobre o leito vazio,
aliás, quase vazio...

cortado em lagoas cheias de taboas,
agoniza esse rio.
Será possível recuperar esse rio?
Creio que se plantarmos árvores,
em largas faixas, às margens desse rio
quase vazio...

com meu olhar de poeta, já vejo uma floresta
e muitos ninhos de passarinhos...
e muitas frutas comestíveis para alimentar
os macaquinhos que por aqui andam aos bandos
e, até, vêm comer em nossas mãos
quando se acostumam com a gente.

Vejo os charcos se emendando
 e o rio se avolumando em meio ao matagal.


Ulisses Prudente
Poeta itabunense

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