Três poemas de Joselito dos Reis
Censura em Querer
Oh! Morena,
Mulher,
Menina,
Inocência,
Serena.
Flor bonina
Orvalho da manhã...

Como o vento passou.
Como um anjo chorou।

Deixando teus rastros
Na paixão de um poeta
Sem entender teu coração (...)
Que ficou depenado, fechado

Sem poder cantar para ti
A canção mais linda
A canção do amor

Mas canta para o mundo
Dizendo o significado
De uma flor
Do amor।

Sozinho

Queria ser sozinho
Como um grito sem eco no infinito.

Queria ser sozinho
Como um boêmio na madrugada

Queria ser sozinho
Como o Sol, a Lua, o Mar.

Queria ser sozinho
Como aquele pássaro no espaço a voar.

Queria ser sozinho...
Enfim,
Para não ter a quem amar.
E não sonhar com o teu regresso
Implorando amor!

Em 1984

Mudança maldita
A Itabuna
A minha cidade cresceu
De prédios e arranha-céus
De máquinas a matar...
Povo sem se cumprimentar!

Luzes, coloridos mil
De um mundo de sonhos
E ilusão... Sem brio
De povo frio!

Nos morros e favelas vida limitada!
Banalizada...
Movida pelas drogas jovens espalham
A violência o terror!

Hoje não se vê mais jovens na praça
O rio de água límpida e cristalina
O sorriso encantador da moça na praça
Da jinga mulher cheia de graça

Um tempo sem ambição
Um tempo do respeito e do amor
Um tempo de romantismo e da flor

Hoje, o poeta dentro do seu vazio...
A contemplar a Lua em sua fase crescente
Sente que tudo mudou!
Acabou...

A cidade viva deu lugar
A cidade sem alma
E o poeta chora questionando o passado;
Que se evaporou...
Que não volta mais।

MINHA LOUCURA
NÃO ME TIREM O ÚLTIMO ÍTEM DOS MEUS DELIRIOS
NÃO TRANSFORMEM A MINHA POESIA EM DOR
NENHUM OUTRO MUNDO ME PERTENCE

PARA QUE CONTINUEM ACESAS AS MINHAS PEGADAS
PARA QUE CONTINUEM VIVAS AS MINHAS PALÁVRAS

DEIXEM QUE EU ME DEITE NO LEITO QUE ME FOI DADO
DEIXEM QUE O MEU GRITO EXACERBA OS TÍMPANOS DOS INSENSSATOS
DEIXEM QUE A MINHA LOUCURA SE ELEVE À MAIS ALTA DAS LOUCURAS

DEIXEM-ME SER VIDA... LIVRE... LOUCA...
DEIXEM-ME SER EU...
APENAS EU!

Sonia Amorim

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