Exposição, palestra e contação de histórias marcam Semana de Arte e Cultura Jorge Amado



A exposição ‘Candaces’, da estilista Ana Cristina Neves abre no dia 7 deste mês, a partir das 10 horas, a Semana de Arte e Cultura Jorge Amado, na Casa de Cultura que leva o nome do escritor, situada no Centro Histórico de Ilhéus. A mostra busca valorizar e propagar a cultura africana, através de roupas e acessórios.
‘Candaces’ é o nome de linhagem de rainhas que reinaram por três gerações no sul do Egito, de forma matriarcal, onde o poder era passado de mãe para filha. Eram rainhas-mães, mulheres guerreiras que detinham o poder político, civil e militar dos seus reinos. A exposição é inspirada nessas rainhas guerreiras mostrando roupas confeccionadas com tecidos africanos e estampas étnicas, brincos, colares, pulseiras, anéis e turbantes.

Com programação eclética, a Semana de Arte e Cultura segue de 7 a 10 deste mês, com visitas gratuitas na Casa de Cultura Jorge Amado. Já no dia 9, a partir das 16 horas, o escritor, ex-guerrilheiro valenciano e membro da Academia de Letras de Valença, Araken Vaz Galvão, faz palestra para estudantes e professores com o tema “Jorge Amado e eu”, no auditório da Academia de Letras de Ilhéus. A tônica da sua fala será a experiência com a escrita de Jorge Amado e sua passagem pela ditadura militar. Araken Vaz Galvão é autor de mais de 20 livros, dentre eles “Pargo e outras histórias”.
Ainda em homenagem ao escritor Jorge Amado consta na programação a realização do programa Leitura na Praça, em parceria com o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), na praça Castro Alves, nas imediações da Biblioteca Pública Municipal Adonias Filho. O evento acontece no dia 10, a partir das 14 horas. Também a Semana de Arte e Cultura tem a contação de histórias, com “O gato Malhado e a andorinha Sinhá” e “A bola e o goleiro”. A atividade é gratuita e é para crianças das redes públicas de ensino de Ilhéus.
Biografia – Jorge Amado se estivesse vivo, completaria no dia 10 deste mês, 105 anos. O escritor, filho do cacauicultor João Amado de Faria e Eulália Leal Amado, nasceu na fazenda Auricídia, sul da Bahia. Passou a infância em Ilhéus. Em Salvador, estudou no Colégio Antonio Vieira e no Ginásio Ipiranga. Neste período, trabalhou em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes. Publicou o primeiro romance ‘O país do carnaval’, em 1931.
Sua obra literária conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de enredo de escolas de samba em várias partes do Brasil. Já os livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro. O escritor de Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. O corpo foi cremado conforme seu desejo, e as cinzas enterradas no jardim de sua residência, na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos de idade.

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